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[ Jornal Stylo / Online - 26/10/2011 - pág: Online ]

Sonho da casa própria deve movimentar R$ 200 mi

Jornal Stylo - TO - PREVIDÊNCIA - 26/10/2011  A fisioterapeuta Franciele Cristina de Souza, 27, como uma grande parcela da população brasileira sonha em ter casa própria. Segundo ela, o sonho é baseado em uma garantia de segurança para o futuro. “Queria muito poder investir o dinheiro gasto com aluguel em uma casa que fosse minha, porque eu estaria construindo uma segurança para o futuro”, explicou.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), o sonho de Franciele e de outros milhões de brasileiros ficou  mais próximo nos últimos anos. De acordo com relatório da Fundação, o financiamento imobiliário passou a fazer parte efetiva da vida do brasileiro, desde 2004. Porém, o tema se tornou uma política de estado no Brasil em 1964, quando o governo militar criou o Banco Nacional de Habitação (BNH). Até 1986, o BNH foi responsável pelo maior número de financiamentos de casa própria no Brasil. O recorde foi em 81 com 266 mil unidades financiadas.  O recorde só foi superado em 2008, quando quase 300 mil imóveis foram financiados. Segundo dados estatísticos, desde então este número só vem aumentando. Segundo o economista Marcus Souza, este crescimento foi impulsionado pela lei de alienação fundiária, que facilitou o acesso do brasileiro ao crédito. Aprovada em 2004, e entrando em vigor no mesmo ano, a lei possibilitou a reentrada dos bancos privados para o mercado imobiliário brasileiro. “O financiamento de imóvel é realizado da mesma maneira que a compra financiada de um carro: enquanto você paga as prestações, o dono do veículo é o banco. Ele só é seu depois de quitar toda a dívida. Tendo o bem como garantia, que pode ser um carro ou um imóvel, as instituições financeiras ficam mais seguras na hora de conceder o crédito e assim acabam emprestando mais”, explica o economista.  E, de 2004 para cá, cada vez mais brasileiros têm acesso ao crédito no país. Para se ter uma ideia desse crescimento, em 2009 os bancos emprestaram - com recursos da poupança - R$ 34 bilhões para financiamentos imobiliários. Em 2010, esse número subiu para R$ 56 bilhões. A previsão desse ano é de R$ 90 bilhões e a expectativa do mercado é que esse número continue subindo. A advogada Manoela Cintra compõe a estatística. Depois de calcular e recalcular, ela resolveu investir em um financiamento de imóvel. “Fiquei bem surpresa com a facilidade do financiamento, que foi rápido. Em menos de 30 estava com o crédito aprovado”, destacou.   Ela financiou 80% do imóvel em 30 anos. Paga R$ 1,7 mil por mês. “Os bancos aumentaram os prazos. Com isso, as prestações caem e se tem um número maior de pessoas com capacidade de pagamento para os empréstimos”, explicou Souza. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, o que alimenta o crédito imobiliário , no Brasil são as cadernetas de poupança, que têm R$ 300 bilhões. Os bancos são obrigados a usar 65% deste valor em financiamentos imobiliários.

Salão Imobiliário

De olho neste mercado com forte ascensão, Palmas sedia neste final de semana, de 28 a 30 de outubro, o Salão Imobiliário de Palmas. O evento, que segundo a organização é focado no fortalecimento do setor imobiliário e da construção civil, será realizado no espaço Jalapão Hall, no Shopping Capim Dourado. A estimativa é que 30 mil visitantes tenham acesso aos diversos tipos de imóveis ofertados no mercado da Capital. Os visitantes poderão efetuar simulações e efetuar a compra de imóveis. Além disso, palestras serão ofertadas com o intuito de ampliar conhecimentos no segmento. O evento contará com 3.500 metros quadrados ocupados por 45 expositores, um apartamento decorado para visitação que promete ser um dos destaques no salão. Durante a feira, os visitantes participarão de uma pesquisa que mostrará aos investidores, qual o perfil da população de Palmas quando o assunto é concretizar o sonho da casa própria. A expectativa é que em três dias o salão fomente na economia local um volume de negócios estimado em R$ 200 milhões. O presidente do Sinduscon, Luciano de Carvalho, acredita que a realização do Salão é um amadurecimento do setor em função da abertura e facilidade dos programas de crédito imobiliário , somado a melhoria da renda da população. “Vivenciamos um conjunto de fatores que constituem cenário favorável para a realização do sonho das famílias brasileiras que é a casa própria, por isso o evento marca a importância do setor imobiliário na economia do Tocantins”, ressaltou Carvalho.

Público e parcerias

Empresários da construção civil, construtoras, incorporadoras, imobiliárias, Instituições Financeiras, fabricantes de móveis planejados, lojas de materiais para construção, design de interiores e outros profissionais afins são público envolvido neste evento. Percebendo a crescente verticalização de Palmas, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Tocantins (Sinduscon-TO) apostou na realização deste Salão Imobiliário e para sua concretização conta com parceiros importantesm como Banco do Brasil (patrocinador oficial), Fieto e Governo do Estado, através da Secretaria de Industria e Comércio, além CBIC, Prefeitura de Palmas, Sebrae, Secovi e Seconci. (Fernanda Cappellesso, com informações de assessoria)

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