Velocidade de vendas de imóveis é menor em 2011
Jornal do Comércio - RS - RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 31/10/2011 Clarisse de Freitas FREDY VIEIRA/JC Luís Fernando e Adriana aproveitam para pesquisar apartamentos
O mercado imobiliário de Porto Alegre e da Região Metropolitana tem, neste ano, uma velocidade de vendas menor que aquela registrada no ano passado, conforme observou Diogo Horn, diretor do grupo ImóvelClass, que encerra hoje a 5ª edição do Salão do Imóvel do Rio Grande do Sul. A expectativa, projeta, é que o valor dos negócios gerados durante o evento apenas se aproxime dos R$ 62 milhões movimentados em 2010.
"Neste ano o mercado não está tão efervescente. Se conseguirmos nos aproximar ou igualar às marcas do ano passado, de R$ 62 milhões em negócios e 18 mil visitantes, estaremos muito felizes", garantiu Horn, ao observar que, neste ano, 64 estandes ocuparam uma área de 6,5 mil metros quadrados no estacionamento do shopping Iguatemi. Além de construtoras e imobiliárias, participaram do Salão bancos, financeiras, consultores, escritórios de arquitetura e outras empresas ligadas ao setor.
Segundo o organizador da feira, a mudança no cenário tem relação não só com a mudança na economia internacional, como também é um reflexo direto da paralisação feita pelos técnicos da prefeitura no primeiro semestre de 2011, que afetou a aprovação de projetos de incorporação. Os lançamentos se concentraram no segundo semestre e 15 deles foram feitos durante o Salão do Imóvel.
Uma pesquisa do Ibope Inteligência mostrou que existe um movimento de alta de preços em Porto Alegre, que se repete no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife. Na Capital gaúcha, o instituto aponta um aumento médio de 11% nos preços desde abril. O valor médio do metro quadrado para imóveis novos é de R$ 4,5 mil e, no caso dos usados, o valor fica em R$ 2,9 mil. Porto Alegre deve receber 7,4 mil novas unidades residenciais neste ano, segundo a pesquisa.
Horn afirma que os visitantes do Salão do Imóvel estão mais dispostos a pesquisar e já chegam aos estandes melhor informados, conhecendo mais os produtos e as ofertas similares. Embora os imóveis oferecidos pelos expositores variem entre R$ 70 mil e R$ 3 milhões, na média, os apartamentos residenciais novos custam R$ 380 mil.
O corretor Marlon Carniel aponta que a maior parte dos visitantes chega ao salão com vontade de conhecer detalhes dos produtos, para fechar negócio depois. Exatamente o que fez o casal Luís Fernando dos Santos e Adriana Souza. Eles pretendem trocar um apartamento de dois dormitórios por outro de três e passaram a tarde de domingo recolhendo folhetos para estudar em casa. "Com calma vamos fazer uma seleção e, posteriormente, visitar os empreendimentos que nos interessem", diz ele.
Este é, também, o público que as instituições financeiras buscam. A superintendente da unidade de crédito imobiliário do Banrisul, Daisy Godoy, afirma que a maior parte dos expositores do setor financeiro oferece vantagens durante o Salão. No caso do Banrisul, os clientes cadastrados durante o evento terão, em negócios fechados até o final do ano em qualquer agência, taxas 0,5 ponto percentual menores - a mesma condição oferecida pelo banco para quem tem algum tipo de convênio.
"O movimento tem sido muito grande e atendemos pessoas com todos os perfis, desde aquele que quer comprar um imóvel mais barato, até aquele que quer financiar um apartamento de R$ 1 milhão. Também temos muita procura para o programa de financiamento voltado aos servidores públicos do Estado, que o banco lançou recentemente", analisa a superintende do Banrisul.