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Após prejuízo de R$ 496 milhões, PanAmericano sai de operações de risco

[ Valor Online / Online - 2013-02-20 - pág: Online ]

Após prejuízo de R$ 496 milhões, PanAmericano sai de operações de risco

Valor Online - SP - FINANÇAS - 20/02/2013

Depois de registrar prejuízo de R$ 495,96 milhões em 2012, o banco PanAmericano reestruturou suas operações e pretende buscar uma diversificação maior da carteira de crédito. Os planos são de concentrar as operações em segmentos de menor risco, como financiamento a empresas, imobiliário e consignado, disse José Luiz Acar, presidente do banco.

A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 13,8 bilhões ao final de dezembro, com crescimento de 4,4% em relação a setembro de 2012, e de 27,1% em 12 meses. Os segmentos de crédito consignado e financiamento a empresas foram as modalidades que mais cresceram e representaram 11,7% e 13% da carteira total. "Buscamos a composição de uma carteira de crédito mais diversificada", afirmou Acar.

O financiamento a veículos continua sendo a principal atuação do banco, respondendo por 54,9% da carteira de crédito em dezembro. No ano passado, a instituição, sob administração do BTG Pactual, promoveu uma mudança na estratégia nessa linha de crédito, focando mais o financiamento de veículos novos, além de adotar uma política mais conservadora nas novas concessões. "A idade média da frota de veículos financiada caiu de cerca de 7 anos para 3,5 anos", disse Acar. O prazo médio de financiamento de veículos também foi reduzido e está em 48 meses.

O banco também procurou ampliar as operações de financiamento imobiliário, que representavam 10,2% da carteira de crédito em dezembro, somando R$ 1,281 bilhão. "O crédito imobiliário é a modalidade que mais vai crescer", diz o presidente do banco. Após a aquisição da Brazil Finance & Real Estate no ano passado, o banco passou a contar com 270 pontos de venda.

O aumento da inadimplência, principalmente nas carteiras de financiamento de veículos e cartões de crédito, foi responsável pelo crescimento da provisão para créditos de liquidação duvidosa, que somou R$ 1,549 bilhão em 2012, crescimento de 23,33% em relação ao registrado em 2011, de R$ 1,256 bilhão.

No quarto trimestre, as despesas relacionadas a esse tipo de provisão já mostraram um recuo e ficaram em R$ 339,5 milhões, 20,5% inferior ao valor registrado no terceiro trimestre. A queda reflete a melhora da qualidade da carteira das safras originadas desde o fim de 2011 e o aprimoramento dos modelos de concessão.

O PanAmericano conseguiu melhorar o resultado no quarto trimestre, no qual registrou prejuízo de R$ 38,4 milhões, comparado ao resultado negativo de R$ 197,9 milhões no trimestre anterior. O resultado reflete as variações de cessões de carteiras de crédito sem coobrigação no valor de R$ 1,054 bilhão no quarto trimestre de 2012, comparadas ao valor de R$ 342,8 milhões em carteiras cedidas sem coobrigação no terceiro trimestre. "Com o aumento da originação, conseguimos aumentar a cessão de carteiras, que geram receitas para o banco", diz Acar.

No ano, a instituição teve prejuízo de R$ 495,96 milhões, depois de um ganho de R$ 67,043 milhões em 2011. O resultado de 2011 foi impulsionado por receitas extraordinárias como a ativação de créditos tributários, no valor de R$ 191,9 milhões no período.

A margem financeira do banco alcançou 19,8% no quarto trimestre de 2012, frente a 13,6% no mesmo período do ano anterior.

O banco encerrou 2012 com um índice de Basileia, indicador que mede a capacidade de alavancagem das instituições financeiras, de 11,68%, bem próximo ao mínimo exigido pelo Banco Central, que é de 11%. O presidente do PanAmericano não vê um desconforto com esse patamar, uma vez que a instituição vem trabalhando com a cessão das carteiras de créditos sem coobrigação à medida que aumenta a originação de ativos.

O patrimônio líquido consolidado do PanAmericano encerrou dezembro em R$ 2,489 bilhões.

 

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