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PanAmericano vira Pan e comemora faxina na casa

[ Exame.com/ Online - 2013-05-15 - pág: Online ]

PanAmericano vira Pan e comemora faxina na casaEXAME.COM/ ONLINE - *** - 15/05/2013Lucro do banco subiu mais de 13 vezes e resultados operacionais vieram positivos pela primeira vez desde a compra do controle da instituição pelo BTG Pactual

 

Segundo Pan, mudança de nome aconteceu depois de pesquisas com vários públicos

 

São Paulo - Desde 2011 a mudança de nome do banco PanAmericano vinha sendo estudada pelo BTG Pactual, controlador da instituição. Mas foi só depois de divulgar o resultados financeiro do primeiro trimestre - o primeiro em que o banco voltou ao azul sem a ajuda de ganhos fiscais - que o PanAmericano anunciou a novidade. Agora, a instituição será apenas Pan.

O anúncio da nova marca "simboliza a nova fase" do banco, nas palavras de seu presidente, José Luiz Acar. Em nota, o executivo acrescentou que o Pan "unificou suas estruturas conservando a especialização no atendimento de cada segmento, fortaleceu suas linhas de negócios e tem investido continuamente no atendimento aos clientes".

De janeiro a março, o banco registrou lucro líquido de 38 milhões de reais, mais de treze vezes superior ao ganho reportado em igual período de 2012. Mas foi seu resultado operacional, dissociado de impactos tributários, que mais agradou ao mercado, vindo positivo em 66,8 milhões de reais. O fato é inédito para a nova administração do banco, que assumiu as rédeas depois de um rombo de mais de 4 bilhões de reais ter sido descoberto nas contas da instituição, ainda sob a gestão do Grupo Silvio Santos.

De janeiro a março, o resultado foi impactado pelo aumento na originação de crédito, cuja média mensal dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 1,04 bilhão de reais. Desde que assumiu o banco, a equipe do BTG decidiu segurar parte das carteiras que tradicionalmente eram revendidas a outras instituições, aumentando a base de pagamento sustentável no longo prazo.

Em outra frente, o Pan conseguiu diminuir as despesas destinadas a cobrir perdas com inadimplentes em 9,4%, o que indica, segundo a instituição, uma melhoria na qualidade das novas safras de empréstimos concedidos.

Em relatório, Andre Riva Gargiulo e Gilberto Tonello, do GBM (Grupo Bursátil Mexicano), reconhecem que o banco resolveu os problemas de controle interno, alcançando a "memorável" marca de 3,5 bilhões de reais em originação de crédito no trimestre.

"Mas não podemos esquecer que o crescimento só foi possível decido a acordos celebrados com seus controladores", destacaram os analistas. No começo de 2011, a Caixa Econômica Federal - dona de 49% do capital social do banco - assumiu o compromisso de adquirir créditos do Pan sem coobrigação até o limite de 8 bilhões de reais.

Nos cálculos da equipe do GBM, o banco já teria negociado 5 bilhões de reais com o banco público até agora, sendo 1,3 bilhão de reais apenas no último trimestre. "No entanto, acreditamos que pelo fato de o acordo ser um dos principais motores de crescimento para o banco, os acionistas poderão estender esse limite", completaram Gargiulo e Tonello.

Virada

A mudança de nome do Pan acontece em um momento de euforia com as ações do banco. Do começo do ano até agora, a escalada foi de 27,7%. O Índice Financeiro, que reflete o desempenho de 13 empresas do setor, incluindo gigantes como Banco do Brasil e Itaú, avançou 4,5% nesse meio tempo.

A princípio, o Pan tinha o receio de jogar pelo ralo uma marca cujo reconhecimento foi assentado sobre a imensa popularidade de Silvio Santos. O PanAmericano integrou o conglomerado do apresentador até 2010. Silvio negociou parte da instituição com a Caixa Econômica Federal no fim de 2009. Para salvá-la, vendeu o controle ao BTG em uma operação orquestrada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no começo do ano seguinte.

André Esteves, CEO do BTG, chegou a dizer publicamente que o peso do nome ter sido martelado por 20 anos na TV não poderia ser desconsiderado. Por outro lado, a alta cúpula do Pan também queria que o escândalo financeiro fosse enterrado de vez com a adoção de uma nova marca, estratégia que passou a fazer mais sentido depois da compra da Brazilian Finance & Real Estate, no final de 2011. A instituição tem parte de seus empréstimos imobiliários destinados à classe média-alta, um público que teria mais chances de ligar o PanAmericano ao passado nebuloso que à estima pelo dono do SBT.

Em comunicado, o Pan afirmou que a alteração foi levada a cabo depois de várias pesquisas serem realizadas com grupos de diferentes segmentos. "A opção pela marca Pan derivou da percepção favorável que o público final de produtos bancários mantém do PanAmericano", disse a instituição.

Segundo cronograma da companhia, 230 pontos de venda de um total de 300 unidades do Pan e da BM Sua Casa, bandeira de varejo da Brazilian Finance & Real Estate, serão modificados até setembro, o que deverá concluir a integração entre as duas redes.

O Pan acrescentou que iniciará um processo de qualificação dos funcionários das lojas para que haja a distribuição de todo o portfólio de produtos nas lojas do banco. Nesta quarta, sete endereços amanheceram com a nova marca, sendo quatro em São Paulo, e um nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Brasília. 

 

 

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