Quarta, 26 de junho de 2019
PTEN

Notícia

Crédito para a elite

[ Correio Braziliense / Online - 2013-05-25 - pág: Online ]

Crédito para a elite

Correio Braziliense - DF - ECONOMIA - 25/05/2013 Caixa abre canal de financiamento com o objetivo de conquistar clientela de alta renda. Segmento tem potencial de dobrar participação no mercado imobiliário A disposição da Caixa Econômica Federal em brigar por uma fatia maior do financiamento de imóveis mais caros, manifestada esta semana com a estreia de um canal especial de vendas, em parceria com o Banco Pan, confirma o interesse do setor bancário no potencial do cliente de alta renda de dobrar sua participação, para 20% do bolo. O esforço do governo de facilitar financiamentos de unidades avaliadas acima de R$ 500 mil também visa manter o crescimento dos empréstimos ao ramo habitacional, com reflexos positivos sobre a economia desde a última década. A expectativa é que o crédito imobiliário ultrapasse o pessoal no segundo semestre e alcance R$ 343 bilhões até 31 de dezembro. "Assinamos todo dia uma média de 6 mil contratos de financiamento, número superior ao que concorrentes conseguem mensalmente", informou ao Correio o diretor-executivo de Habitação da Caixa, Teotonio Rezende. Segundo ele, as operações de crédito imobiliário do banco fecharam o primeiro trimestre com o recorde de R$ 28,91 bilhões, valor 31,7% superior ao registrado em igual período de 2012, quando atingiram R$ 21,9 bilhões. A instituição alcançou R$ 106,74 bilhões em contratações no ano passado e pode chegar a R$ 130 bilhões em 2013 com um reforço de até R$ 10 bilhões de imóveis mais caros.  Três anos e meio depois de ter 35,5% de seu capital comprado pela Caixa, o PanAmericano, agora Banco Pan, iniciou esta semana a missão de melhorar o relacionamento do sócio estatal com potenciais clientes de alta renda. Executivos das duas instituições e analistas afirmaram que a presença maior da Caixa no financiamento de imóveis acima de R$ 500 mil terá impacto positivo no mercado. "Deixamos R$ 5 bilhões para o Pan aplicar em um prazo de um ano", acrescentou Rezende. Ele ressalta que o banco - líder do mercado nacional de crédito imobiliário com 70% dos recursos empenhados - já atende a todos os públicos. A estratégia com o Pan é estabelecer nova abordagem à classe média e, sobretudo, à classe média alta com uma alternativa ao balcão comum. Para isso, o tempo de espera é menor, e funcionários do banco podem até agendar visitas onde for mais conveniente para o cliente. Rede O CrediCasa Exclusive, modalidade para a compra de imóveis acima de meio milhão de reais, envolve um grupo consumidor não contemplado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). "Ao cobrarmos as mesmas taxas da Caixa pelo serviço e atuando como um braço dela, vamos acompanhar a demanda crescente nessa faixa de compradores", observou o diretor da Pan Hipotecária, Fábio Nogueira. Segundo ele, a diferença de sua rede de 300 agências está mesmo na oferta de um atendimento mais personalizado, complementar ao da Caixa. Para quem buscar essa linha de crédito, os empréstimos podem cobrir 90% do valor, com prazo de amortização de até 35 anos. O financiamento é de, no mínimo, R$ 300 mil e os juros vão de 8,4% a 9,4% ao ano. Servidores pagam taxas menores, de até 8,3%. Segundo analistas, a nova linha da Caixa mostra disposição do banco de avançar no segmento de alto padrão, dominado pelas grandes instituições. Apesar do otimismo, sinais recentes vindos do mercado da construção civil levam preocupação à equipe econômica do governo. Foram criados em abril 32,9 mil postos de trabalho com carteira assinada nos canteiros de obras, um recuo de 19% na comparação com igual mês do ano passado. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A recente queda nos juros, os maiores prazos para pagamento e o nível elevado de empregos nos últimos anos permitem retorno menos arriscado. Mas também há quem aponte nos limites de renda familiar e de endividamento, um ponto a favor dos mais ricos. Não por acaso, o Itaú apresentou em seu balanço trimestral crescimento de 31,3% no crédito imobiliário, no primeiro trimestre de 2013, passando de R$ 14,5 bilhões, no mesmo período do ano passado, para R$19,1 bilhões. O Santander, por sua vez, anunciou expansão de 5,8% no serviço, enquanto o Bradesco afirmou que a contratação desse tipo de crédito cresceu 33%.

 

BFRE
Brazilian Mortgages
Brazilian Securities
Criação Kwarup | Desenvolvimento 18digital