Quinta, 21 de março de 2019
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Com home equity, médios chegam ao segmento

[ Valor Online / Online - 2013-05-28 - pág: Online ]

Com home equity, médios chegam ao segmento

Valor Online - SP - FINANÇAS - 28/05/2013 Cultura da sede própria de empresas cria espaço para o refinanciamento, dizem Nogueira (à esquerda) e Porto, do Pan

Todos os bancos querem uma fatia do bom momento do crédito imobiliário, mas o produto não é para todo mundo. Longe das duas principais fontes de recursos para empréstimos para compra de imóveis - o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e a poupança - bancos médios têm investido no refinanciamento imobiliário.

Tradicionais bancos do crédito consignado, como BMG e Paraná, se preparam para lançar o refinanciamento. É uma forma que encontraram de não ficar de fora do boom imobiliário. Em 12 meses, até abril, o estoque de crédito para a compra de moradia cresceu 34,5%, para R$ 281,3 bilhões.

Se o financiamento imobiliário cresce a passos largos, logo casas serão quitadas, abrindo espaço para que as pessoas se financiem dando o imóvel como garantia. "Vimos que havia espaço para mais um produto", disse Cristiano Malucelli, presidente do Paraná Banco.

O Pan , que também oferece o crédito imobiliário tradicional, agora cria novas linhas de refinanciamento. Desde abril, oferece, por exemplo, o "home equity" de imóveis comerciais, voltado para pequenos e médios empresários. "O brasileiro tem a cultura da sede própria da empresa. Isso abre espaço para o refinanciamento", afirma Frederico Porto, diretor da Pan Hipotecária. De janeiro a março, o Pan originou R$ 99,6 milhões de operações de refinanciamento.

A Brazilian Mortgages, comprada pelo Pan em 2011, oferece o refinanciamento desde 2007. "É uma forma de liberar um capital que está preso no imóvel", diz Fabio Nogueira, diretor da Pan Hipotecária.

Novos produtos ainda devem surgir em torno do refinanciamento. O Intermedium estuda transformar a linha em um cartão de crédito, da mesma maneira que o cartão de crédito consignado.

Para os bancos médios, uma vantagem extra é que a exigência de capital para o "home equity" é baixa. Chega a ser menor inclusive do que a demanda de capital do crédito consignado. Mas o desafio de "funding" para financiar as operações de longo prazo permanece. (FM e CM)

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