Segunda, 25 de março de 2019
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Banco Pan tem lucro de R$ 12,7 milhões no 2º tri

[ Valor Online / Online - 2013-08-07 - pág: Online ]

Banco Pan tem lucro de R$ 12,7 milhões no 2º tri

Valor Online - SP - FINANÇAS - 07/08/2013

O Banco Pan, antigo PanAmericano, teve lucro pelo segundo trimestre consecutivo neste ano, graças principalmente ao crescimento dos desembolsos de crédito. A instituição lucrou R$ 12,746 milhões de abril a junho, comparado a um prejuízo de R$ 262,5 milhões em igual período do ano passado.

A originação média mensal de ativos de crédito foi de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, mais que o dobro do volume gerado por mês em igual período de 2012, com destaque para os segmentos de veículos e de consignado.

Depois de desacelerar nos desembolsos para arrumar a casa a partir da descoberta de um rombo bilionário em 2010, o banco cresce agora acima da média do sistema. A carteira de crédito do Pan somou R$ 14,8 bilhões, com um avanço de 37% em 12 meses. Em relação a março, a alta foi de 5,5%.

O que também ajudou o banco foi a redução no segundo trimestre de 48,9% das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa ante igual período do ano passado, totalizando R$ 225,4 milhões. Trata-se do menor nível desde que o banco passou a ser controlado conjuntamente por BTG Pactual e Caixa Econômica Federal, em maio de 2011.

O índice de inadimplência do Pan tem melhorado gradualmente, mas segue em um patamar alto, de 8,8% em junho, com uma queda de 1,1 ponto percentual ante o primeiro trimestre deste ano e de 5,8 pontos em 12 meses. O índice de calotes do sistema entre pessoas físicas com recursos livres - 85% do estoque do Pan têm essa composição -, ficou em 5% em junho, segundo o Banco Central. Entre os grandes bancos, o Bradesco reportou um índice de inadimplência acima de 90 dias das pessoas físicas de 5,5%, o Santander, de 7,1%, e o Itaú Unibanco, de 6,4%.

Para Willy Jordan, diretor de relações com investidores do Pan, o índice de calotes do Pan não é menor porque o banco ainda está em processo de reestruturação. "A carteira herdada da gestão anterior tinha forte concentração em empréstimos para aquisição de automóveis usados, incluindo carros com mais de dez anos de idade", afirma. O banco era controlado pelo Grupo Silvio Santos até 2011.

A participação da carteira de veículos novos e usados era de quase 70% do saldo total de financiamentos do Pan antes da mudança de controladores. Hoje são 53,9%. Jordan diz ainda que, naquela época, o banco mostrava fragilidade nos processos de crédito e cobrança, que hoje estão sendo aprimorados.

Os calotes também são combatidos via diversificação dos segmentos de atuação, com o direcionamento de esforços para o avanço dos portfólios de crédito consignado, corporativo e imobiliário. "As carteiras desses segmentos devem crescer mais que a de veículos, porém continuamos com apetite pelo financiamento à aquisição de veículos", diz Jordan. "Buscamos um equilíbrio na carteira entre veículos novos e usados."

Para o analista do Grupo Bursatil Mexicano, Gilberto Tonello, na medida em que o Pan acelerar o ritmo de originação de ativos, o índice de inadimplência deve cair.

Do lado negativo, o banco teve alta de 27% em 12 meses das despesas de pessoal, administrativas e tributárias e de comissões nas cessões, que somaram R$ 486,8 milhões no segundo trimestre.

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