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Renegociação de crédito em atraso nos bancos sobe menos

[ Brasil Econômico /Online - 2013-12-13 - pág: Online ]

Renegociação de crédito em atraso nos bancos sobe menos

Brasil Econômico - SP - ECONOMIA - 13/12/2013

Bancos intensificam campanhas para limpar nome no Natal

Dados do BC mostram que dívida renegociada cresceu 11% em outubro em relação a setembro deste ano enquanto alta foi de 18% no mesmo período de 2012

De olho na renda extra que entra na economia todo final do ano - pagamento do 13º salário e outros bônus, e aumento das vendas de produtos e serviços -, os bancos intensificaram suas campanhas pela renegociação de dívidas em atraso dos seus clientes pessoas físicas. Em outubro, último dado disponível na base de informações do Banco Central (BC), o aumento das renegociações de dívidas desses clientes foi de 11,2%, atingindo R$ 2,55 bilhões. No mesmo período de 2012 o aumento foi de 18,05%.

O volume renegociado é muito baixo em relação ao saldo total de empréstimos para famílias, que atingiu R$ 1,2 trilhão em outubro. Considerando que o índice de calotes acima de 90 dias nas linhas para pessoas físicas estava em 4,6% - ou seja, R$ 55,9 bilhões - o renegociado está bem aquém dos atrasos. O volume total de provisões do setor para cobrir esses atrasos estava em R$ 133,44 bilhões em outubro.

Além de participar de "feirões" organizados por entidades como Serasa Experian e Associações de Lojistas, instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa e Banco Pan lançaram iniciativas próprias.

O Banco Pan realiza, hoje e amanhã, Mutirão Extra Judicial, a partir das 9 horas, na sua unidade no Centro de São Paulo. A proposta do evento é tratar negociação de pendências financeiras dos clientes com a instituição. A recuperação de dívidas do Pan no terceiro trimestre chegou a R$ 72 milhões, 32% das provisões de R$ 225,7 milhões.

O foco na renegociação de dívidas atrasadas de clientes ajudou o Santander Brasil a reduzir o índice de inadimplência acima de 90 dias no terceiro trimestre . A recuperação de créditos dobrou em relação ao trimestre anterior e ao terceiro trimestre de 2012, chegando a R$ 836 milhões - o equivalente a mais de 30% das provisões para devedores duvidosos do banco. A inadimplência recuou a 4,5% - e segundo o presidente da instituição no país, Jesús Zabalza, ainda tem espaço para cair mais.

A Caixa, que registrou inadimplência de 2,40% no terceiro trimestre (o índice é baixo porque 55% da carteira da instituição é de crédito imobiliário, onde os calotes são historicamente menores) também está com sua campanha na rua. Nos dias 25 a 29 de novembro, quatro agências no Rio estavam recebendo clientes para renegociação. As despesas com provisões para devedores duvidosos e calote na Caixa cresceram 21,4%, para R$ 22,8 bilhões.

No Banco do Brasil, que terminou o trimestre com uma carteira de R$ 652 bilhões, a recuperação de crédito no terceiro trimestre foi de R$ 836 milhões, ou 27,6% do que foi baixado a prejuízo.

A campanha de renegociação de dívidas do Itaú é ostensiva, nas agências e no site da instituição. A taxa de inadimplência no terceiro trimestre ficou 0,4 pontos percentuais acima do registrado em setembro de 2012. A alta foi puxada pela piora dos calotes das pessoas físicas, que passou de 7,3% para 7,5%.

O indicador de recuperação de crédito - obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes - avançou 1,7% em novembro de 2013 em relação a outubro, descontados os efeitos sazonais, conforme apurado pela Boa Vista Serviços. Na comparação do acumulado no ano, em relação ao período equivalente em 2012, a recuperação de crédito aumentou 3,6%. Durante os cincos dias do Feirão Limpa Nome da Serasa em São Paulo, realizado no final do mês, cerca de 18 mil consumidores renegociaram suas pendências financeiras diretamente com 14 instituições, entre elas Bradesco Cartões, Cartões American Express, Bradesco Financiamentos, Santander, Caixa, Banco Pan , HSBC e Losango. Para a Serasa, a procura reflete o interesse dos consumidores em limpar o nome para voltar a ter crédito no final do ano. 

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