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[ Canal Executivo / Online - 06/12/2011 - pág: Online ]

Setor de construção estima crescer 5,2% em 2012

Canal Executivo - SP - PESQUISAS - 06/12/2011

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil brasileira deverá crescer cerca de 4,8% em 2011 e 5,2% em 2012. As previsões foram anunciadas pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em entrevista coletiva à imprensa, nesta terça-feira (06), com a participação do vice-presidente de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, e da economista Ana Maria Castelo, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Vários indicadores sustentam os prognósticos. O mais expressivo é o do nível de emprego formal da construção brasileira, que cresceu 9,2% no período janeiro-setembro de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Em setembro, o setor empregava 3 milhões 128 mil trabalhadores (de janeiro a setembro, 298,5 mil trabalhadores ingressaram no setor). Até novembro, o consumo de cimento no ano acumulava crescimento de 7,8%.

Zaidan chamou a atenção para uma importante mudança com a recente divulgação do PIB de 2009. "Trabalhávamos com a previsão de que a construção havia crescido 1% naquele ano, quando na verdade o setor cresceu 8,3%. Com isso, revimos nossa expectativa para os anos seguintes. Agora estimamos que a construção tenha crescido 15,2% em 2010, e neste ano de 2011 deverá crescer 4,8% sobre essa base aumentada", disse.

Watanabe e Zaidan enfatizaram que a previsão para 2012 deverá se concretizar "desde que o governo continue tomando medidas econômicas para assegurar o crescimento do PIB. O SindusCon-SP entende como positivas as medidas tomadas e considera que elas devem ser aprofundadas, com o prosseguimento da desoneração da produção, o estímulo à produtividade na iniciativa privada e o aumento da eficiência da administração pública."

O programa Minha Casa, Minha Vida caminhou mais lentamente em 2011. A segunda fase do programa entregou, até outubro, 118.085 unidades, tendo outras 199.226 unidades em execução. Já até o fim de 2010, último ano da primeira fase, haviam sido entregues 338.055 unidades e mais de 667 mil estavam em andamento, totalizando cerca de um milhão de unidades. Em 2012, o programa MCMV deve progredir mais rapidamente, assim como as obras para os eventos esportivos de 2014 e 2016.

O crédito para habitação e infraestrutura também deverá continuar se expandindo em 2012. No município de São Paulo, até setembro de 2011, as vendas de imóveis novos atingiram 19.873 unidades. Em 2010 foram 24.605 unidades vendidas. Já com relação aos lançamentos, até outubro de 2011 foram lançadas 26.365 unidades. Em 2010 esse número alcançou a marca de 25.818.

Otimismo moderado

Os empresários da construção demonstram uma visão moderadamente positiva e confiante em relação ao desempenho de suas empresas e as perspectivas para 2012. É o que revela a 50ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção realizada pelo SindusCon-SP, em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas). A enquete foi feita com uma mostra qualificada de 168 empresários do setor em todo o país, em novembro, e seus resultados apresentados na entrevista coletiva. Ou seja, já antes do anúncio das últimas medidas do governo de estímulo ao crescimento econômico, o empresariado da construção apostava num cenário de crescimento.

Na sondagem, os empresários atribuem a cada quesito uma pontuação que vai de 0 a 100, na qual valores acima de 50 denotam desempenho ou perspectiva favorável. A exceção é no quesito das dificuldades financeiras, no qual valores acima de 50 apontam perspectiva ou desempenho não favorável.

Na enquete, a percepção do desempenho presente das empresas manteve-se favorável em 53,6 pontos (queda de 2,2% em relação à Sondagem de agosto).

As perspectivas de desempenho continuaram otimistas (56 pontos, queda de 1,9%). A confiança na política econômica aumentou (50,4 pontos, elevação de 5,8%). As dificuldades financeiras se mantiveram estáveis (54 pontos, oscilação de 0,1%). A expectativa de redução da inflação continuou desfavorável (40,4 pontos, aumento de 5%). A perspectiva de crescimento econômico aumentou 1,1%, chegando a 48,4 pontos e as perspectivas desfavoráveis em relação à evolução dos custos diminuíram (48 pontos, aumento de 9,3%).

Para 2012, as expectativas mostraram-se favoráveis, dentro de um otimismo moderado. As perspectivas para o crédito imobiliário em 2012 mantiveram-se positivas (53,8 pontos, queda de 16,1% em relação à Sondagem de novembro de 2010). As perspectivas para lançamentos imobiliários voltados a famílias de média e baixa renda continuaram otimistas (61,6 pontos, queda de 10,8%). A expectativa de dificuldades na obtenção de mão de obra qualificada ficou menos pessimista (26 pontos, aumento de 41,6%). As perspectivas no fornecimento de materiais de construção melhoraram (49,5 pontos, aumento de 22%).

A intenção de investimentos em novas tecnologias continua elevada (60,5 pontos, queda de 2,8%) e as perspectivas de investimentos em máquinas e equipamentos continuaram favoráveis (57,6 pontos, variação negativa de 1,7%).