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[ Valor Online / Online - 26/10/2011 - pág: Online ]

Concessão mensal de novos empréstimos cai 5,6%

Valor Online - SP - CAPA - 26/10/2011 Murilo Rodrigues Alves | Valor

BRASÍLIA - O volume mensal de novos empréstimos e financiamentos concedidos pelo sistema financeiro caiu em setembro, indicando que o aumento de 10,4% em agosto, após quatro quedas consecutivas, foi pontual. A redução no mês passado foi de 5,6%.

Os números foram informados nesta quarta-feira pelo Banco Central e dizem respeito ao mesmo universo de operações consideradas  na apuração das taxas de juros. Chamadas de operações referenciais, elas excluem o crédito com recursos direcionados e representam perto de 80% das aplicações livres do sistema.

A queda do volume concedido no mês sobre o mês anterior foi igual entre pessoas físicas e jurídicas. As empresas tomaram R$ 110,519 bilhões enquanto as famílias, R$ 75,053 bilhões. Ambas, 5,6% a menos do que em agosto.

Em relação a dezembro, a redução chegou a 5,9% paras as pessoas jurídicas. Já para as  pessoas físicas, houve aumento de 3,9%.

A média diária das concessões para pessoas jurídicas subiu 3,4%, o que não surpreendeu, pois o BC esperava uma tendência de aumento verificada desde agosto por conta da sazonalidade. É durante essa época que as empresas tomam crédito para se preparar para as vendas de fim de ano. A média diária das pessoas físicas também teve uma elevação de 3,4% entre agosto e setembro.

O volume de crédito novo tomado no cheque especial por pessoas físicas foi 6,8% inferior ao de agosto.  Essa é a mais representativa das modalidades quando se olham as concessões.  O custo do cheque especial  recuou 0,8 ponto percentual em setembro e chegou a 186,7% ao ano. A taxa de julho (188% ao ano) era a maior desde abril de 1999.

Olhada por modalidade, a redução das concessões em setembro, no caso da clientela não empresarial, foi mais acentuada nos financiamentos imobiliários, cujo fluxo caiu 47,6% no mês. Isso não significa, porém, impacto forte na construção imobiliária, pois essas operações são pouco representativas no total do crédito imobiliário , que é majoritariamente de recursos direcionados, ou seja, de aplicação obrigatória pelos bancos.

O BC não informa o volume de concessões para o crédito imobiliário direcionado. Mas o respectivo estoque não caiu em julho; ao contrário, avançou 2,3%.

Ainda para as pessoas físicas, houve queda na concessão de crédito para aquisição de veículos. De agosto para setembro, esse tipo de financiamento caiu 4,6%.

A clientela empresarial tomou menos crédito novo em relação a agosto principalmente nas linhas de financiamento de importações, cujo fluxo recuou 19%. A modalidade mais representativa em termos de volume financeiro de concessões é a Conta Garantida, o cheque especial das empresas. Nessa linha, o montante de recursos novos tomados caiu 6,9%  ainda na comparação entre agosto e setembro.

(Murilo Rodrigues Alves | Valor)